setembro de 2024
Caro Eugénio de Andrade,
Estou na Feira do Livro do Porto 2024.
Conversas entrecruzadas harmonizam-se numa única batida. Sinto o ritmo que têm. Intercalados nessas conversas há, fundos como o infinito, pedaços de silêncio. Sim, refiro-me a silêncio fresco como o vento. Livre como o ar. É um silêncio que dá espaço para abrir asas.
Olho em redor. Tantos livros. Tantas écfrases que remetem para a simbiose das artes. Uma ode à arte que existe no existir, à arte no observar e no pulsar que vem do unir das ideias.
Na feira, uma homenagem à pureza de um servir através das palavras, na água da melodia de um poeta. Património cultural, património de Alma.
Olho em redor. Transeuntes, tantos transeuntes que não os consigo contar. Caminham e visitam os livros, visitam as palestras, visitam tantos eventos que aqui orbitam as letras. Entre os presentes, há um que, sem falar, todos escutam. Todos visitam. Eugénio de Andrade, eterno na sua arte.
em sua homenagem,
Paloma
Clica “Download” em baixo, para veres a versão da carta escrita na máquina de escrever.
Agora, uma versão da carta em vídeo.